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Visitantes em uma caminhada guiada pelo centro histórico de Paramaribo

Guia de viagem de Paramaribo

Tudo o que você precisa para planejar uma primeira visita à capital do Suriname — e à floresta que fica atrás dela.

Paramaribo fica na margem oeste do rio Suriname, a cerca de quinze quilômetros do Atlântico, e abriga quase metade da população do país. É a menor, mais verde e mais tranquila capital do continente sul-americano — e a única em que as placas de rua estão em holandês, o trânsito segue pela esquerda e as orações de sexta-feira, a missa de domingo e as festas hindus são todas eventos públicos.

Uma breve história

O nome vem de uma aldeia indígena à beira do rio. Os ingleses fundaram aqui uma colônia na década de 1650; em 1667, uma frota da província holandesa da Zelândia, comandada por Abraham Crijnssen, capturou o forte, e o Tratado de Breda, naquele mesmo ano, deixou o Suriname com os holandeses, enquanto Nova Amsterdã — a atual Nova York — ficou com os ingleses. Durante dois séculos, a riqueza da colônia veio das plantações de açúcar, café e cacau, trabalhadas por africanos escravizados. Muitos fugiram para a floresta e fundaram as sociedades livres dos marrons (maroons), que ainda vivem ao longo dos rios do interior.

A escravidão foi abolida em 1863. Trabalhadores contratados foram então trazidos da Índia britânica e de Java, e é por isso que o Suriname tem hoje grandes comunidades hindustani e javanesa ao lado de crioulos, marrons, chineses, indígenas e outros. Grandes incêndios em 1821 e 1832 destruíram boa parte da cidade; o que você vê hoje foi reconstruído, em madeira, sobre o antigo traçado de ruas. O Suriname se tornou independente em 25 de novembro de 1975, e o centro histórico foi incluído na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2002.

O que ver na cidade

Além da cidade

Do outro lado do rio fica Commewijne, o antigo distrito das plantações: o Parque Natural Peperpot, o Fort Nieuw Amsterdam, Frederiksdorp e Mariënburg, em geral explorados de bicicleta e barco, com os botos do rio na confluência. Mais longe estão Brownsberg e o reservatório de Brokopondo, as aldeias marrons do Alto Suriname, a Reserva Natural do Suriname Central e as praias das tartarugas de Galibi.

PasseioTempo necessárioComo funciona
Centro históricoDe meio dia a um diaA pé, por conta própria ou com guia
Plantações de CommewijneUm diaBicicleta e barco, ou um passeio guiado
Barco dos botos ao pôr do sol2–3 horasBarco a partir de Leonsberg
Brownsberg e Brokopondo1–2 diasPasseio ou 4×4 a partir de Paramaribo
Alto Suriname3–4 diasEstrada até Atjoni, depois canoa até um lodge
Galibi (temporada das tartarugas)2 diasEstrada até Albina, depois barco
Reserva Natural do Suriname Central4–5 diasVoo fretado, ou estrada e barco
Casas brancas de madeira de antigos comerciantes ao longo da Waterkant, em Paramaribo Paramaribo histórica

Centro histórico e Waterkant

A capital branca de madeira às margens do rio Suriname

Uma cidade colonial holandesa construída quase inteiramente de madeira, inscrita pela UNESCO em 2002. A Waterkant, à beira do rio, a Praça da Independência com o Palácio Presidencial e rua após rua de casas brancas com venezianas verdes formam a melhor caminhada gratuita das Guianas.

As muralhas de tijolo e os telhados vermelhos do Forte Zeelandia vistos do gramado à beira do rio Paramaribo histórica

Fort Zeelandia

Onde Paramaribo começou

O pequeno forte pentagonal de tijolos na curva do rio, a partir do qual a cidade cresceu. Tomado por uma frota da Zelândia em 1667, depois quartel e prisão, e cenário dos Assassinatos de Dezembro de 1982, hoje abriga o Surinaams Museum.

Uma casa de plantação restaurada em Peperpot, em Commewijne Commewijne e o rio

Parque Natural Peperpot

Uma plantação retomada pela floresta

Uma das plantações mais antigas do Suriname, a poucos quilômetros da cidade, do outro lado do rio. O café e o cacau deram lugar à floresta secundária, e uma trilha plana hoje passa pelas antigas construções entre árvores cheias de macacos-de-cheiro e aves.

Comida: três cozinhas e muito mais

Roti com frango ao curry, batata e feijão-de-metro

Comer é uma das melhores razões para vir. A comida de Paramaribo é a soma de sua gente, e é barata.

  • Hindustani. O roti — um pão achatado e macio, servido com frango ao curry, batata e feijão-de-metro e comido com as mãos — é o almoço nacional. Procure também o bara, um salgado frito de farinha de lentilha.
  • Javanesa. Em um warung você pede saoto (uma sopa aromática de frango com broto de feijão e ovo), bami ou nasi (macarrão ou arroz frito) com frango, satay com molho de amendoim e dawet, uma bebida cor-de-rosa de coco. O bairro de Blauwgrond, no norte da cidade, é uma rua inteira deles.
  • Crioula. O pom, um prato de forno feito com a raiz pomtajer ralada e frango, é o clássico das festas; o moksi alesi é um arroz misturado com carne ou peixe salgado; a pindasoep é uma sopa de amendoim com bolinhos de banana-da-terra.
  • E mais. Casas chinesas de macarrão, pão de mandioca e peixe defumado do interior, e banana-da-terra frita com molho de amendoim (bakabana) nas barracas de rua.

A pimenta amarela Madame Jeanette é extremamente ardida — peça o sambal à parte. A cerveja local é a Parbo, o rum é o Borgoe, e sucos frescos são vendidos por toda parte. À noite, as barracas à beira do rio na Waterkant e os terraços da região da Kleine Waterstraat são os lugares para se sentar.

Dinheiro

A moeda é o dólar surinamês (SRD). Sua taxa de câmbio oscilou muito nos últimos anos, por isso os preços deste guia propositalmente não são dados em SRD. Euros e dólares americanos são fáceis de trocar em bancos e casas de câmbio autorizadas (cambios) e muitas vezes são aceitos diretamente em passeios e hotéis. Os caixas eletrônicos da cidade fornecem SRD; cartões são aceitos nos hotéis maiores e em alguns restaurantes, bem menos em lojas pequenas e de forma alguma no interior. Leve dinheiro vivo para mercados, barcos e ônibus.

Idioma

O holandês é a língua oficial. O Sranan Tongo, um crioulo de base inglesa, é o que todos compartilham na rua, e o inglês é amplamente compreendido na cidade. Você também vai ouvir sarnami, javanês, chinês e as línguas dos marrons e dos povos indígenas.

Saúde e segurança

  • Paramaribo é uma cidade tranquila, mas use o bom senso normal de cidade grande: mantenha objetos de valor fora de vista, evite o Palmentuin e ruas vazias depois que escurece e, à noite, pegue um táxi em vez de andar a pé.
  • A vacina contra a febre amarela costuma ser recomendada para o Suriname, e o certificado é exigido se você chega de um país de risco. Consulte uma clínica de medicina do viajante sobre isso e sobre a prevenção da malária, que depende da parte do interior aonde você vai.
  • Há dengue e outras infecções transmitidas por mosquitos. Use repelente, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.
  • O sol é equatorial e a umidade, alta: chapéu, protetor solar, água e passeios bem cedo ou no fim do dia.
  • A água da torneira em Paramaribo é, em geral, considerada segura; no interior, beba água engarrafada ou tratada.

Detalhes práticos

  • Fuso horário: UTC−3 o ano todo.
  • Eletricidade: a voltagem e as tomadas são variadas — usam-se tanto plugues europeus quanto norte-americanos. Leve um adaptador universal e confira a voltagem antes de ligar qualquer aparelho.
  • Roupa: algodão leve, uma capa de chuva e mangas e calças compridas para as noites na floresta. Cubra ombros e joelhos na mesquita, na sinagoga e nos templos.
  • Domingos: o centro fica muito parado e o Mercado Central fecha; é um bom dia para Commewijne ou para uma manhã na Praça da Independência, onde os donos de pássaros canoros fazem seus concursos de canto.
  • Regras de entrada: veja como chegar a Paramaribo e confirme sempre no portal oficial.

Sugestões de roteiro

Dois dias

Dia 1: Fort Zeelandia e a Waterkant bem cedo, a Praça da Independência e o Palmentuin, a catedral e a Keizerstraat, roti no almoço, o Mercado Central e, depois, um barco para ver os botos em Leonsberg ao pôr do sol. Dia 2: Commewijne de bicicleta e barco — Peperpot, Fort Nieuw Amsterdam e Mariënburg — ou o passeio do café e das plantações.

Cinco dias

Os dois dias acima e, depois, três dias no Alto Suriname: estrada até Atjoni, canoa até um lodge à beira do rio, visitas a aldeias, corredeiras e caminhadas na floresta.

Uma semana ou mais

Acrescente Brownsberg na volta do interior e, depois, ou dois dias em Galibi na temporada das tartarugas, ou uma expedição de quatro a cinco dias a Raleighvallen, na Reserva Natural do Suriname Central.

Disponibilidade em tempo real

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Bom saber

Guia de viagem de Paramaribo: perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Pelo que Paramaribo é conhecida?

Por seu centro histórico tombado pela UNESCO, de edifícios brancos de madeira em estilo colonial holandês, por uma mesquita e uma sinagoga que ficam lado a lado, por uma mistura extraordinária de culturas e cozinhas e pelo acesso fácil a uma floresta tropical intocada.

Que língua se fala em Paramaribo?

O holandês é a língua oficial, e o Sranan Tongo é a língua franca do dia a dia. O inglês é amplamente compreendido em hotéis, restaurantes e agências de turismo.

Paramaribo é segura para turistas?

Para os padrões da região, é calma, e o centro é tranquilo para caminhar de dia. Pequenos furtos acontecem: evite áreas desertas e o Palmentuin depois que escurece, não exiba objetos de valor e use táxis à noite.

O que devo comer em Paramaribo?

Roti com frango ao curry, sopa saoto e bami em um warung javanês, pom, sopa de amendoim e banana-da-terra frita com molho de amendoim. Blauwgrond é a área mais conhecida pela comida javanesa.

Posso usar euros ou dólares americanos?

Você troca os dois com facilidade e muitas vezes paga hotéis e passeios com eles, mas as compras do dia a dia são em dólares surinameses. Leve dinheiro vivo; cartões não são aceitos em todo lugar.

Preciso de vacinas?

A vacina contra a febre amarela costuma ser recomendada e pode ser exigida, dependendo de onde você vem. Procure uma clínica de medicina do viajante várias semanas antes da partida para receber orientação adequada ao seu roteiro.